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Terra Collective
Nos bastidores

Como nasce uma sardinha: do barro ao vidrado

Duas cozeduras, cinco dias e uma mão muito firme. Uma manhã no atelier com as nossas pintoras.

· 5 min de leitura

Cada sardinha começa como uma placa de grés branco fino, prensada à mão num molde de gesso que nós próprios esculpimos. Seca durante dois dias antes da primeira cozedura a 980°C, que a transforma em chacota: pálida, porosa e pronta para a cor.

Pintar, uma pincelada de cada vez

As nossas pintoras trabalham à mão livre. Escamas, riscas e flores de azulejo nunca são decalcadas, por isso não há dois peixes iguais. Uma sardinha Statement pode levar uma tarde inteira.

Mãos a pintar escamas azuis numa sardinha de cerâmica
Escamas em cobalto, pintadas à mão livre.

“Se duas sardinhas forem iguais, alguém estava distraído.”

A segunda cozedura

Por fim, um vidrado transparente sem chumbo. A 1.200°C derrete em vidro e dá às cores aquele brilho molhado que salta à vista. É também por isso que não prometemos o tom exato do ecrã: os pormenores são do forno.

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