Como nasce uma sardinha: do barro ao vidrado
Duas cozeduras, cinco dias e uma mão muito firme. Uma manhã no atelier com as nossas pintoras.
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Cada sardinha começa como uma placa de grés branco fino, prensada à mão num molde de gesso que nós próprios esculpimos. Seca durante dois dias antes da primeira cozedura a 980°C, que a transforma em chacota: pálida, porosa e pronta para a cor.
Pintar, uma pincelada de cada vez
As nossas pintoras trabalham à mão livre. Escamas, riscas e flores de azulejo nunca são decalcadas, por isso não há dois peixes iguais. Uma sardinha Statement pode levar uma tarde inteira.
“Se duas sardinhas forem iguais, alguém estava distraído.”
A segunda cozedura
Por fim, um vidrado transparente sem chumbo. A 1.200°C derrete em vidro e dá às cores aquele brilho molhado que salta à vista. É também por isso que não prometemos o tom exato do ecrã: os pormenores são do forno.
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